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Sou investidora em ações desde 2008 e entrei direto no meio da maior crise do mercado em muitos anos, a do subprime americano. Era interessante lembrar como todos a minha volta diziam que não se devia entrar naquele momento pois talvez estivéssemos diante de um ciclo de baixa severa, uma nova grande depressão e que talvez, como na década de 30, o mercado e as bolsas levariam 10 anos para se recuperarem. Sério, ouvi isto de um economista em um programa de tv.

Mas por acompanhar o mercado como observadora há 8 anos, desde que, ao buscar ajuda para resolver um problema com dívidas, descobri o mundo dos investimentos e das finanças pessoais, comecei a pensar por mim mesma no que eu tinha de informações. Tinha lido muitos livros e feito cursos mas ainda não tinha comprado ações.

Assim sendo, decidi não esperar e comprei minhas primeiras ações. E deu muito certo. No ano seguinte tive boa valorização, 70%, e me senti muito bem. Mas da mesma forma que o pessimismo de 2008 era exagerado a euforia do final de 2009 também era. Minha intuição me disse para vender as ações e realizar os lucros mas lembrei dos meus objetivos de longo prazo e fiquei quieta.

Agora, em maio de 2010, as ações despencaram e continuo quieta, não tenho ordens de stop nem hedge para vender assim que os preços caiam muito. Não. Estou aproveitando para comprar de novo a preços ótimos. Mas devo admitir que a sensação de pânico também me acomete, tenho vontade de vender e ir para a segurança da renda fixa, mas me controlo. As emoções me inundam, sim, sinto o clima tenso, fico chateada com as quedas mas não cedo á tentação. Penso nos meus objetivos e fico firme. Isto não é simples mas com um pouco de paciência dá para fazer.

 

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